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Mãe de quatro, dos 3 aos 21, criadora de conteúdos digitais, criativa na Gradiva, engenheira doméstica nas horas vagas e leitora compulsiva. Escritora mais em sonhos que na realidade, sonhadora diurna e dorminhoca noturna!

18.12.23

“A MINHA CASINHA” - Já no Cinema


Silvia, a Mãe de Quatro

Quando vi o trailer do filme, pela primeira vez, fiquei muito curiosa. Parecia um local idílico, personagens interessantes, mas receava a viagem. Receava que fosse um daqueles filmes introspectivos, em que se morre de aborrecimento. 

É, de facto, um filme introspectivo, mas dificilmente poderá ser chamado de aborrecido. É um filme que parte de um facto muito comum, na vida dos pais: a saída de um filho. Neste caso particular, para Londres. Chamam-lhe o síndrome do ninho vazio e, apesar de nada ser falado sobre isso, neste filme, é muito baseado nesse dilema.

Uma casa, recheada de risos e tradições, vai mudando com o crescer e posterior sair dos filhos. Não é só a casa que muda, é a família. De repente, de dois adultos surge mais um e depois outro. O dilema de ficar sem foco, sem filhos, obriga a que os pais procurem um  novo sentido na sua vida. A mãe, protagonizada por Elsa Valentim, é de um nudez tal, que sentimos e sabemos como a dor, por um lado transforma e, por outro, liberta. Do ninho vazio, enchem-se com novos sonhos e novos objetivos. 

O pai, com todas as dificuldades que alguns têm em comunicar, demora mais tempo a perceber a mudança, a aceitá-la e a mudar também. Miguel Frazão dá voz, corpo e candura a este pai, que é o grande factor cómico do filme. Diz o que não pode ser dito, mas que a grande maioria dos portugueses reconhece como o nosso típico humor português do antigamente e que hoje, como o nome da Valdemort, não pode ser nomeado. E, é nesses momentos, que a plateia ri a bom rir e relaxa da tristeza que invade o peito de quem está a crescer e/ou a envelhecer.

Os jovens Salvador Gil e Beatriz Frazão são grandes jovens atores, com grande potência, que dão voz a toda uma nova geração, que está agora a fazer caminho, o seu caminho. E, nas suas vozes, ecoa aquele misto de avanço e libertação e recuo e saudade.

Finalmente, António Sequeira, o realizador, que embora não tenha feito um filme autobiográfico, não nega a semelhança do seu percurso com o dos jovens que saíram para fazer o seu percurso no estrangeiro. A ele e a todos os que se juntaram a ele, os meus sinceros parabéns. O cinema Português está vivo e recomenda-se.

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Filme português premiado no Festival de Cinema de Austin

“A Minha Casinha”, um filme português para os portugueses, foi a primeira obra nacional a ser galardoada na categoria Prémio do Público no Festival de Cinema de Austin. A longa-metragem tem estreia marcada nos cinemas nacionais no dia 14 de dezembro, com um elenco de luxo e um enredo humano e surpreendente.

Para esta família do interior português, a saída do filho mais velho de casa, para estudar em Londres, é um grande ponto de viragem. Tudo muda quando um filho vai para a universidade, mais ainda quando a mudança implica outro país. As pessoas mudam, crescem, mães e pais tentam adaptar-se ao ninho vazio, mas todos sentem o peso do primeiro adeus.

E são estas dinâmicas familiares e os desafios de crescer e envelhecer os temas centrais desta comédia dramática, que retrata a realidade de muitas famílias portuguesas do século XXI, que veem os filhos a expandir horizontes, a sair para estudar na universidade, investindo nos seus próprios sonhos longe do lar.

Do realizador António Sequeira, “A Minha Casinha” conta com um elenco de luxo, com Beatriz Frazão, Elsa Valentim, Miguel Frazão e Salvador Gil, incluindo ainda a participação especial de Sara Barradas e Ricardo de Sá.

Mesmo antes de estrear, “A Minha Casinha” já fez história, tornando-se o primeiro filme português a ser distinguido com o Prémio do Público no Festival de Cinema de Austin, e, nesse mesmo festival, apaixonou os críticos americanos pelo retrato tão humano que pinta, mas também pela forma natural como levou tradições, sons e paisagens portuguesas além-fronteiras.

Um filme português para os portugueses, “A Minha Casinha” tem estreia marcada, nos cinemas nacionais, para dia 14 de dezembro.

A Minha Casinha
Formato:
 Longa-Metragem de Ficção | Ano: 2023

Países de Produção: Portugal, Reino Unido | Língua: português, inglês

Empresas de Produção: Movie Monkeys em coprodução com Caracol Studios e Kurious Studios | Distribuição em Portugal: Pris Audiovisuais

Com o Apoio de: Município de Baião

Título Inglês: “Autumn” | Título Português: “A Minha Casinha”

Desenvolvido com o Apoio de: Torino Film Lab, Instituto de Cinema Britânico, First Cut Lab

 Realizador: António Sequeira

Elenco: com Beatriz Frazão (Morangos com Açúcar, Conta-me como Foi), Elsa Valentim (A Série, Praxx), Miguel Frazão (Pôr do Sol; Salgueiro Maia – O Implicado) e Salvador Gil (Um Filme em Forma de Assim). Participações especiais de Sara Barradas e Ricardo de Sá.

Género: Drama Familiar/Coming-of-Age/Comédia Dramática

Lançamento Cinemas: 14 de dezembro

Duração: 114 minutos

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